Do fundo da mina

Do fundo da Mina surgem esses bravos trabalhadores que todos os dias arriscam-se neste árduo ofício.

A impressão que se tem é que o tempo para e não se consegue dizer exatamente em que ano estamos pois mesmo que as condições de trabalho tenham melhorado, equipamentos tenham se aprimorado,a expressão de cansaço por ter que ficarem em alerta constante é a mesma.

Seus rostos ,braços e pernas sujos de carvão,nosso ouro negro fica grudado não só por fora mas também por dentro.Lembram-se da pneumoconiose tão bem retratada no premiado curta Naturezas Mortas ?? Doença silenciosa que vai atingindo os pulmões dos mineiros ao respirarem diariamente o pó do carvão.Hoje em dia,depois de tantas mortes há um controle bem maior,os mineiros fazem exames mais periódicos em seus pulmões para detectar sinais desse mal.

Durante as filmagens do longa metragem Das Profundezas a equipe teve um contato direto com os mineiros,com a mina e com a rotina da extração do carvão que é constante. Presenciamos explosões,movimento intenso de máquinas há 80m até 150m,mineiros subindo e descendo em três turnos de trabalho.Foi um grande laboratório para todos nós.

Outra marca registrada dos mineiros além de suas máscaras negras e os olhos cansados são os apelidos… ninguém é tratado pelo nome: Micky Jagger, Repolho, 45, Tanga, Mosquito, Camisão, Parafuso, Coça … e por aí vai! Como diz um dos personagens do filme : ” Se a gente brinca é pra aguentar a bronca lá embaixo porque não é fácil não! ”

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