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Doce faz sucesso na estréia

publicado por pennafilho.com - 1148 visualizações


Foi auspiciosa a primeira apresentação nacional de DOCE DE COCO no 12° FAM, em Florianópolis. Mil das 1.400 pessoas que compareceram ao CIC (Centro Integrado de Cultura) puderam ver o filme, o que levou a organização do FAM a programar uma sessão extra no dia 10, 3ª feira.
Leia matéria de Jeferson Lima no blog Cine Luz do Diário Catarinense, acessando blogs.

Veja abaixo:


Doce de Coco" celebra profissionalismo
Por Jeferson Lima
Domingo, 08 de junho de 2008
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Toda a apreensão do cineasta Penna Filho, em entrevista ao blog antes da exibição de pré-estréia de seu último longa, "Doce de Coco", na noite de sábado, durante o 12° Florianópolis Audiovisual Mercosul, se desfez depois da sessão. Com o CIC lotado, Penna foi aplaudido efusivamente. É claro que o público, de mais de mil pessoas, é suspeito. Afinal, a maioria das pessoas que estava na platéia era formada por catarinenses que torcem pelo sucesso do cinema feito no Estado.

Mas para além da torcida doméstica, o filme de Penna, um capixaba que mora em Florianópolis, demonstrou a maturidade de uma cinematografia em construção. Rodado no Ribeirão da Ilha, no sul da Ilha de Santa Catarina, "Doce de Coco" é um retrato perspicaz da classe média brasileira. Há um sarcasmo evidente e engraçado no personagem Santinho, interpretado pelo ator Hélio Cícero.

Santinho, que sofreu com os desmandos da ditadura militar na sua juventude, não acredita na igreja, tampouco no governo. é artesão sacro, casado com Madalena, uma sacoleira vivida por Antonella Batista. Os dois tem uma filha, Imaculada, personagem da jovem atriz Maria Helena Vieira, revelada no filme de Penna. Imaculada engravida do namorado.

O pequeno núcleo familiar enfrenta dificuldades financeiras e o patrulhamento de duas fofoqueiras do bairro. Durante seus sonhos noturnos, Madalena tem a visão de um tesouro enterrado no cemitério. O tesouro é a manifestação de um desejo de melhorar de vida, um retrato emblemático da mulher brasileira. Embora com uma alta dose de sarcasmo e com lances de drama, "Doce de Coco" tem o tom da alegria, e é uma lição de amor, carinho e respeito.

O caráter de comédia é ainda bem elaborado nos dois policiais, interpretados por Renato Turnes e Chico Caprário. Antonela Batista, que vive a batalhadora Madalena, dá uma tonalidade sensualíssima ao filme.

Mas o "Doce" de Penna tem outros sinais de que o profissionalismo cinematográfico está em ascenção no Estado. Basta ficar atento à montagem, à fotografia e à direção de arte, todas realizadas com cuidado e sob a batuta do diretor, que mesmo fazendo e comédia, está longe de fazer arte pela arte. Em nenhum momento Penna deixa a reflexão política de lado. O próprio desfecho nos leva a pensar que talvez hoje estajamos demasiadamente acomodados com a nação brasileira.

* Para atender ao público que ficou de fora da sessão de ontem, haverá uma nova sessão na terça-feira, dia 10, às 10 horas, na sala de cinema Nossa Senhora do Desterro, no CIC. É fundamental lembrar também que o "Doce de Coco" foi realizado com um prêmio de R$ 760 mil financiado pelo Prêmio Cinemateca Catarinense/Fundação Catarinense de Cultura do governo do Estado de Santa Catarina.




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